Bossa Nova, Música, vida corporativa

João Gilberto e o RH

jgilberto e o rh

Publicado originalmente em Nov. 2012

As empresas multinacionais e as grandes empresas brasileiras estão cada vez mais preocupadas com seu time de colaboradores (funcionário é uma palavra proibida entre o pessoal do RH).

O acesso a capital abundante e financiamento barato diminuem as barreiras de entrada e são cada vez mais as pessoas que fazem a diferença no resultado da empresa.

Como consequência disso seus departamentos de Recursos Humanos (o antigo DP, mais um termo proibidaço) vem ganhando força.  Com cada vez mais gente e recursos, os RH se dedicam incessantemente a identificar, contratar e reter “talentos”, identificar os “gaps” dos seus profissionais, avaliar constantemente seu quadro de pessoas e montar uma “linha de sucessão”. É importante identificar os “high potentials”, de forma a treiná-los, motivá-los e remunerá-los adequadamente.

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Pensadores

filosofia for dummies

filosofia for dummiesPublicado Originalmente em Nov 2012

Eu me considero um cara relativamente culto, bem informado e “antenado”, mas nunca tive muito saco pra ser intelectual. Li apenas alguns clássicos literários e pouquíssima coisa (dos autores originais) em relação a questões existenciais e filosóficas. Isso não quer dizer que eu não me interesse por esses assuntos, mas prefiro algo um pouco mais mastigado.

Além disso é inegável a força da cultura popular, ser intelectual ao extremo pode isolar a pessoa da grande maioria da população. Não precisa assistir Avenida Brasil, mas é legal saber pelo menos quem é Tufão e Carminha. Não precisa ler a Caras, mas é desejável saber que a Giselle Bunchen está namorando o Tom Brady (quarterback do New England Patriots), e não mais o Leonardo de Caprio ou o Kelly Slater. Saber o básico ajuda o intelectual a se conectar com o cidadão comum, e ficar um pouco menos aborrecido quando todo mundo ao seu redor só fala do último capítulo da novela e se pergunta: Quem matou Max?

Tudo bem, admito que existem extremos. Eu por exemplo não consigo escutar música sertaneja, technobrega ou qualquer axé composto após 1995 (os mais antigos servem, se você tem entre 30 e 40 anos, para animar final de festa devido aos inevitáveis flashbacks do Recifolia e dos shows no Circo Maluco Beleza)… Mas ter muitas restrições em relação à cultura popular não é recomendável.

A razão deste post no entanto, é o contrário, é mastigar ainda mais o que eu já leio mastigado, é deixar o atacante na cara do gol, sem goleiro. Na verdade a cultura popular nasce dos grandes pensadores, e depois vai descendo na boquinha da garrafa.

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