Novos Negócios, vida cotidiana

Liga pra Gente

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O grande sonho da minha vida é ser “pitaqueiro”. Por “pitaqueiro” entenda-se um consultor sem um pingo de responsabilidade sobre os resultados dos seus “pitacos”. Quero ser contratado por grandes empresas, ouvir dois dias de apresentações sobre um determinado problema e após isso emitir minha opinião:

  • Fechem a fábrica!

Nada do que eu dissesse seria contestado e todos me olhariam com respeito e admiração, aquele olhar de “nossa, ele é um gênio, como não pensamos nisso antes?”

Pois bem, já que por enquanto ainda não atingi este nível de respaldo no mundo empresarial posso dar minhas idéias fantásticas aqui mesmo neste blog. Aqueles que quiserem aproveitar e iniciar um empreendimento de sucesso vão em frente, concretizem a minha idéia e fiquem milionários, como agradecimento basta me pagar uma cerveja.

Tomem nota que lá vem a idéia:

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crítica de costumes, Natal, vida cotidiana

abaixo o gorro do Papai Noel

gorro papai noelPost publicado originalmente em Dez. 2012

O cidadão na foto ao lado foi preso durante um protesto contra o gorro do papai noel. Ele pertence à ONG “Gorrinho Nunca Mais”, uma organização que luta contra a opressão de empregadores que insistem em obrigar seus funcionários a usar roupas e adereços ridículos em datas comemorativas.

O militante preso ontem afirma que é necessário inserir direitos anti-mico na CLT, e que o ministério do trabalho deve fiscalizar de perto os abusos cometidos pelos empregadores:

No começo esta moda era exclusiva dos supermercados, depois vieram as lojas, as companhias aéreas, onde isso vai parar? Qualquer dia vou chegar doente em uma emergência de hospital e ser atendido por ou médico vestido com o gorrinho, “ho ho ho, feliz natal, aproveite porque esse pode ser seu último hein rapaz? Ho ho ho!!!”

A ONG propõe, entre outras coisas, que seja instituído na lei trabalhista o adicional de ridicularidade (assim como existem os adicionais de periculosidade e insalubridade), pelo menos desta forma o funcionário teria algum tipo de compensação pelo fato de se vestir como um palhaço durante seu expediente de trabalho. Já tramita no congresso um projeto de lei que prevê este benefício.

Existe, por outro lado, um forte lobby da indústria dos gorrinhos, que no ano passado faturou mais de 5 bilhões de reais. Representantes da indústria já estão pressionando parlamentares a votar contra a medida. É improvável que os deputados se comovam com o drama vivido pelos trabalhadores “engorrados”, uma vez que eles dificilmente trabalham em dezembro.